Rochinha acendeu a lanterna vermelha ao vizinho :: zerozero.pt


Nem sempre os vizinhos têm de se dar bem e, neste caso, um teria de prejudicar o outro… Era um dérbi que tinha de ser aproveitado pelos dois, mas que, obviamente, só deu para um sorrir. O Vitória foi melhor e mereceu o triunfo, que ajuda o clube a crescer na classificação após uma jornada praticamente perfeita… exatamente o oposto do adversário, que viu toda a concorrência ganhar e que caiu para o último lugar.

A primeira parte foi perto do péssimo, a segunda foi bastante melhor e, nesse melhor, o Vitória foi superior. Marcou à hora de jogo e agarrou-se a isso para ganhar um dérbi presenciado por cerca de 3.500 espectadores. Com maioria para o clube da cidade de Guimarães.

Pensando bem… podia ter sido tão melhor

 Primeira parte foi muito isto Rogrio Ferreira / Kapta+

Não falemos de 45 minutos para esquecer, mas também não pensemos neste extrato para mostrar lá fora um futebol que se quer melhor. Não há dúvidas de que o facto de serem duas equipas com uma classificação abaixo do esperado interferiu bastante, embora não seja essa uma razão que justifique um jogo tão aborrecido e preso. De paragens exageradas a apitos em demasia, as explicações são múltiplas, embora nenhuma contrarie que os pontos parecem estar ao preço do gasóleo. Muita luta, muitos duelos, pouco espetáculo, rara qualidade.
O Vitória começou melhor, mais dinâmico e a aproveitar uma sensação de inferioridade territorial que o Moreirense demonstrou: recuou no começo para estancar essa dinâmica do vizinho e usou as armas que dispôs para isso, desde a organização defensiva e o rigor posicional a algumas demoras (nada de exagerado, atenção) nas reposições de bola. Tirando uma excelente oportunidade de Rafa Soares a abrir, fruto de um ótimo trabalho de Tiago Silva, pouco mais os vitorianos criaram.

 Pepa viu desde a bancada Rogrio Ferreira / Kapta+

À medida que o relógio avançou, o Moreirense foi conseguindo ter mais bola no meio-campo contrário, à conta de um Jefferson muito ativo com bola e de um Franco com grande margem no terreno para apoiar um lado e o outro. Muito melhor à direita do que à esquerda, os cónegos tiveram os seus momentos de algum perigo, normalmente bem resolvidos por Bruno Varela. Ainda assim, dava a sensação de que a defesa vitoriana, com Mumin e Borevkovic de volta a uma dupla poucas vezes feliz, podia ser mais bem explorada pela equipa de Sá Pinto.

Depois do intervalo, que chegou com agrado para todos.

Com o frio, o jogo ficou quente

Se o intervalo era aguardado com expectativa, nem todos o aproveitaram para apresentar melhorias. O Moreirense não as teve, pelo contrário decresceu na qualidade na segunda parte, embora tal também se deva ao que melhorou do outro lado.

 Janvier cresceu e a equipa foi com ele Rogrio Ferreira / Kapta+

Tiago Silva já tinha estado bem, mas quem o acompanhou no trio de meio-campo subiu uns furos (Janvier sobretudo) e a equipa ficou mais ligada, mais intensa e mais enérgica nas ações com bola. Rafa Soares, mais do que Maga, também foi regular nas subidas e, tudo somado, passou a ser um Vitória mais acutilante à procura do golo, sem que o Moreirense fosse capaz de sair em contra-ataque para, pelo menos, fazer o adversário pensar duas vezes antes de se balancear para o ataque.

No melhor período vitoriano, o golo chegou com justiça e com Rochinha a vestir o papel de herói – que lhe fica bem, por sinal.

Meia hora pela frente e, definitivamente, necessidade de reação de um Moreirense que vira toda a concorrência direta ganhar nesta jornada. As primeiras alterações de Sá Pinto não resultaram e só com André Luís em campo a equipa se conseguiu impor em termos territoriais, colocando o Vitória mais recuado a evitar as investidas. A maioria por Yan Matheus, claramente um jogador diferenciado numa equipa em que nem Mirallas foi capaz de ter apontamentos superiores.

E começa a ficar realmente complicado, ao contrário do Vitória, que melhorou a sua situação.





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